um pouco de tudo.... gastronomia, dia a dia, jornalismo, psiquiatria, poesia, jazz etc e tal


























 
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blue note
 
Tuesday, December 11, 2001  
Doi-me a cabeça e as pernas. Esse é o motivo de tanto tempo sem escrever. E o devre de fechar duas revistas para passar férias em Paris. O fim de ano me chama. Mas não me encho de energia natalina. A cidade está morna. Ai que saudades de Londres, fria e iluminada.
Gostaria de não tocar no assunto sobre o Ibirapuera. Chovei naquela noite clara. Esperei o amor ao lado do MAM e ele veio com a namorada. Tentei esconder o maço de flores que levava para ele, mas ela me atacou o tempo todo. Não consegui me sair bem em meu cinismo. Avermelhei e senti a pele da tal menina corroer. Passou. Já era. Apaixonei-me outras três vezes nesta semana. O fim de semana teve um único pau. Cama morna em quarto azulado. Ouvindo bossa nova de Bebel Gilberto. Brincadeiras com sandealias havaianas, calcinha vermelha, abajures e lilases.
Hoje já estou recuperada de tantio susto. Queria ir ao Baretto caçar algum homem rico, ou enfernizar a vida de uma madame no mercado Santa Luzia. Fazê-la com ela me levasse para sua casa. Comer omelete com azeite trufado, depois da foda.
Ontem fui ver Lavoura Arcaica e me vi na pele de todos os atores principais. Toda aquela repressão, aquela vontade de se dar ao amor, de se entregar. Ana, claro, foi a personagem que mais me identifiquei. Cara de anjo com dentes de piranha. Corpo de pudica e boca de mel. Mãos aveludadas com olhos de dragão. Senti vontade de ser submetida a um árabe. Apanhar na cara, enquanto o alaúde chora alguma melodia sensual. Fanatismo. Corrupcão. Histórias de amor, roubadas. Tudo que quero me dói. O que seria de mim se eu não fosse assim?


9:44 AM

Wednesday, December 05, 2001  
Hoje estou quase uma inglesinha. Meu nome é Barbara Hanger Lane e vou descer até a cozinha para a cup of tea. Tomo com uma gota de leite, à noite, mas nas tardes quentes, quando minhas entranhas estão fumegando, uso uma gota de limão.

Faz uma semana que não escrevia no meu espaço Blue Note. A agenda perdeu-se em meio a tantas revistas na casa do vizinho. Não tive coragem de apertar a campainha para pedi-la de volta após a última tarde. Ele não passou pela minha casa para devolvê-la. Senti-me desolada. Tantas palavras, tanta coisa. Tantos amores, beijos, transas, taras, tardes passadas na praça Buenos Aires, ao sol, vendo as criancinhas com babás de branco....

Ontem, fui convidada para ir a casa de um amigo. Desta vez não esqueci nada na casa dele. Estávamos com fome e preparei uma omelete com manjericão. Queimei a parte de baixo do quitute, mas rimos e contamos histórias bobas sobre gastronomia. Depois, recebi um beijo com gosto de ovo. Mais tarde, bebi vinho. depois, sua namorada chegou, a Anne Brûlé. Fiz o gênero cínica e sai de mansinho. Mas fiquei pensando em como seria trepar com os dois na noite quente de verão.

combinei com meu amigo de encontrá-lo hoje à noite no Mam do parque Ibirapuera. Vou de havaianas e sortinhos à la carioca, embora seja paulistaníssima. Espero que ele me pegue por traz e me curre com força. Atrás de uma floreira. Quero ouvir os gansos cantarem, e os casais correndo pelas vias enquanto ele me mata de amor. Enquanto ele não chega, fico lendo gibis ou coisa parecida. Cruzo as pernas e deixo a bucinha -chamo ela assim desde criança- relaxar e tomar um arzinho de fim da tarde.

Amanhã conto como foi o encontro. tiao a todos.





11:26 AM

Thursday, November 29, 2001  
depois do primeiro teste... soube só hoje dessa história de blog, de blogger, blogueiro, ensaio um pequeno texto-diário. Sou travadão para escrever sobre intimidades. Principalmente porque isso se associa a coisa de menina-adolescente-apaixonada-platônica, mas quem escreve um diário tem o íntimo desejo de que alguém o leia. É como se você desse a deixa para que olhassem sua intimidade pelo buraco de uma fechadura, como disse Caio Fernando abreu na contracapa do livro A Teus Pés, de Ana Cristina Cesar. Isso me fascinou nessa história de blogger. Hoje é só. Acabo o expediente e vou direto para a psiquiatra bater um papinho e receber algumas agulhadas (as agulhas vêm da língua da minha psiquiatra, a Rosa, e da acupuntura, que faço com ela).
À noite ... ou Restaurante (um classudo da Faria Lima, do qual sou amigo da chef, a Edir Macedo) ... ou cama e livro do Joca... "Não Há Nada Lá", que recebeu menção honrosa na revista Cult.

11:51 AM

 
alô alô som, na caixa de som, alô alô som no cio do som... (Tom Zé, na música teste)
9:50 AM

 
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